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Branca de Neve e os 7 anões PDF Imprimir E-mail

Para esta peça, procure pessoas diferentes das características dos personagens. Assim fica mais engraçado. Por exemplo: A Branca de Neve pode ser um negão alto. O Rambo pode ser bem magro e baixinho. E assim por diante. Use sua criatividade.

BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES E O QUE A HISTÓRIA NÃO CONTOU

ESPELHO MÁGICO: Há muito, muito tempo mesmo, no coração do inverno, enquanto flocos de neve caíam do céu como fina plumagem, uma rainha, nobre e bela, estava ao pé de uma janela aberta, cuja moldura era de ébano.
Bordava e, de quando em quando, olhava os flocos caindo maciamente; picou o dedo com a agulha e três gotas de sangue purpurino caíram na neve, produzindo um efeito tão lindo, o branco manchado de vermelho e realçado pela negra moldura da janela, que a rainha suspirou. e disse consigo mesma:

RAINHA: "Quem me dera ter uma filha tão alva como a neve, com lábios vermelhos como o sangue e cabelos pretos como o ébano!"

ESPELHO MÁGICO: Algum tempo depois, teve uma filhinha do jeito que havia desejado. Chamaram à menina de Branca de Neve; mas, ao nascer a criança, a rainha faleceu.
Decorrido o ano de luto, o rei casou-se em segundas núpcias, com uma princesa de grande beleza, mas extremamente orgulhosa; ela não podia suportar a idéia de que alguém a sobrepujasse em beleza. Ela era minha dona,
e freqüentemente me perguntava:

RAINHA MALVADA: - Espelho, espelho meu, Responde-me: Qual é a mulher mais bela, sarada, esbelta, vitaminada, maravilhosa, inteligente de toda a terra?

ESPELHO MÁGICO: E eu respondia: - É Vossa Realeza a mulher mais... tudo isso, da terra.
Ela, então, sentia-se feliz, porque sabia que o espelho só podia dizer a pura verdade. No entanto, Branca de Neve crescia e aumentava em beleza e graça; aos sete anos de idade era tão linda como a luz do dia e muito mais
que a rainha.
Quando o rei morreu, a rainha malvada, vendo que a Branca de Neve estava muito bonita, colocou-a para fazer todo o trabalho de casa. (APARECE BRANCA DE NEVE COM UMA VASSOURA)
Um dia a rainha, sua madrasta, consultou-me como de costume .

RAINHA MALVADA: - Espelho, espelho meu, Responde-me: Qual é a mulher mais bela, sarada, esbelta, vitaminada, maravilhosa, inteligente de toda a terra?

ESPELHO MÁGICO: E eu respondi:- Real senhora, sois aqui a mais bela, sarada, esbelta, etc, etc, etc. Porém Branca de Neve é de vós ainda mais bela!
(A RAINHA SE JOGA NO CHÃO, ESTREBUCHA, GRITA... TUDO COM MOVIMENTOS EXAGERADOS)
A rainha estremeceu e ficou verde de ciúmes. E daí, então, cada vez que via Branca de Neve, por todos adorada pela sua gentileza,. seu coração tinha verdadeiros sobressaltos de raiva. Sua inveja e seus ciúmes desenvolviam-se qual erva daninha, não lhe dando mais sossego, nem de dia, nem de noite.
Enfim, já não podendo mais, mandou chamar um caçador:
RAINHA MALVADA: Chamem o Rambo agora mesmo.

(ENTRA O RAMBO ENQUANTO TOCA A MÚSICA DO FILME)

RAINHA MALVADA: Caro Rambo, mandei chamá-lo porque você é o mais forte e destemido que eu conheço. Sei que não vai falhar. - Leva essa menina para a floresta, não quero mais tornar a vê-la; leva-a como puderes para a floresta, onde tens de matá-la; traze-me, porém, o coração e o fígado como
prova de sua morte.

ESPELHO MÁGICO: Mas Rambo, apesar de sua aparência de machão, não teve coragem de acabar com a vida da linda princesinha.

RAMBO: Vá, linda princesa! Fuja daqui bem rápido! A rainha malvada quer acabar com a sua vida. Nunca mais volte ao palácio!

BRANCA DE NEVE: Oh!, Rambo, para onde eu vou?

RAMBO: Continue andando pela floresta e você certamente encontrará alguém que possa te ajudar. Qualquer lugar é mais seguro que o Palácio!

ESPELHO MÁGICO: Branca de Neve andou pelo bosque até ao anoitecer e, quando estava muito cansada, deixou-se cair numa pequena clareira, onde adormeceu profundamente. No dia seguinte, quando acordou, deu de cara com o Pinóquio.

BRANCA DE NEVE: Ei, você não é o Pinóquio?.

PINÓQUIO: Sou sim, como você soube?

BRANCA DE NEVE: Por causa da sua cara de pau e o seu nariz grande.

PINÓQUIO: Puxa, eu não sabia que era famoso. A propósito, você viu o meu avô Gepeto por aí?

BRANCA DE NEVE: Você está na história errada. Aqui é a história da Branca de Neve. Cai fora, seu cara de pau.

PINÓQUIO: Ta bom, mas não precisa ofender, né.

ESPELHO MÁGICO: Continuou andando sem rumo pela floresta, até que encontrou outro personagem. (ENTRA PAPAI NOEL)

BRANCA DE NEVE: Papai Noel, eu sempre soube que o senhor existia. Por que não me trouxe presente neste último natal?

PAPAI NOEL: Ah! Minha filha, eu entrei nesta floresta para... bem, não vem ao caso; aí eu me perdi e não consigo mais sair daqui.

BRANCA DE NEVE: Eu também estou perdida. O escritor desta história deve estar maluco. Está misturando tudo. Quem sabe ele toma juízo e tira o senhor daqui. Tchau!

PAPAI NOEL: Tchau, querida! Se eu sair daqui eu mando no próximo natal um príncipe encantado pra você.

BRANCA DE NEVE: Vai ser ótimo, mas manda um bem bonito e rico, eim?

ESPELHO MÁGICO:Depois de muito caminhar, chegou a uma casinha no centro da floresta. Dentro, tudo era pequeno. Tanto as mesas, como as cadeiras, como as caminhas que havia no andar superior, eram diminutas. Por todo o lado
reinava a desordem e tudo estava muito sujo. Pelo tamanho das coisas e dos móveis, a princesa pensou que a casa seria habitada por crianças. Então resolveu arrumar tudo. As roupas limpas, os móveis sem pó e os utensílios de
cozinha brilhavam de tão limpos estarem. Pouco depois um alegre fogo ardia na lareira. Branca de Neve estava cansada. Foi para o piso superior e, juntando três caminhas, deitou-se. Pouco depois adormeceu.
Quando anoitecia, 7 pequenas personagens encaminhavam-se para a casa do bosque cantando uma alegre canção. Eram os donos da casa onde Branca de Neve descansava, mas não eram crianças, eram sete anõezinhos. Todos eles, menos
um, tinham as barbas muito brancas. Vinham de trabalhar na sua mina de diamantes, cuidadosamente escondida no bosque. Quando chegaram à casinha ficaram surpresos ao verem as luzes acesas e tudo tão limpo e arrumado.
Começaram a revistar toda a casa.

ZANGADO: Quem comeu a minha sopa?

ATCHIM: Quem tomou, atchim!, meu Benegripe?

SONECA: Quem está dormindo (boceja) nas nossas camas?

ESPELHO MÁGICO: De repente encontraram Branca de Neve, que ainda dormia.
Quando a princesinha acordou, eles apresentaram-se: o Soneca, o Dengoso, o Dunga (o único que não tinha barbas), o Feliz, o Atchim, o Mestre e o Zangado.
Ela contou-lhes todas as aventuras por que tinha passado. Os anõezinhos reuniram-se e resolveram tomar conta dela. Naquela noite, preparou-lhes uma boa ceia e, a seguir, fizeram uma festa em que todos cantaram e dançaram.
Depois de algum tempo, A malvada rainha voltou a me procurar.

RAINHA MALVADA: - Espelho, espelho meu, Responde-me: Qual é a mulher mais
bela, sarada, esbelta, vitaminada, maravilhosa, inteligente de toda a terra?

ESPELHO MÁGICO: - Real senhora, sois aqui a mais bela, sarada, esbelta, etc, etc, etc. Porém Branca de Neve ainda vive e é de vós ainda mais bela!
(A RAINHA NOVAMENTE SE JOGA NO CHÃO, ESTREBUCHA, GRITA... TUDO COM MOVIMENTOS EXAGERADOS) Eu tive que dizer a verdade, se não eu quebraria.
Louca de fúria, decidiu acabar pessoalmente com a vida da princesinha. Para isso, utilizando um líquido, envenenou uma maçã. Quando Branca de Neve a mordesse cairia de sono, como morta. Só poderia despertar se recebesse um
beijo de amor. Assim, a rainha foi até à casinha dos anõezinhos, decidindo aproximar-se de Branca de Neve quando os seus companheiros fossem para o trabalho. Quando os viu partir, foi junto da princesinha.

RAINHA MALVADA: (difarçada de velha) - Linda menina, você pode dar um copo de água fresca para uma velha cansada?

BRANCA DE NEVE: Claro, gentil senhora.
(PEGA UM COPO DE ÁGUA E ENTREGA A BRUCHA)

RAINHA MALVADA: Que moça linda, e quanta gentileza! Quero recompensar tamanha boa vontade. Tenho aqui uma maçâ vermelha como seus lábios. Prove!
Está uma delícia! É todinha para você!.

BRANCA DE NEVE: Ah!, eu não gosto de maçâ. A senhora não tem uma banana.

RAINHA MALVADA: Não tenho não. Mas cavalo dado não se olha os dentes.

BRANCA DE NEVE: A senhora também vai me dar um cavalo? Foi só um copo de água. Não precisa tanto.

RAINHA MALVADA: Não, mocinha, não vou te dar um cavalo. É só um ditado. Quer dizer que um presente agente não escolhe. Coma logo esta maçã!

ESPELHO MÁGICO: Branca de Neve mordeu-a e caiu no chão. Quando os sete anões voltaram para casa, viram que sua amiguinha estava caída no chão como morta.
Deitaram-na numa cama e choraram a perda da sua amiga.
Já era Natal. Como Papai Noel havia prometido, mandou um príncipe encantado para Branca de Neve. Os anões estavam junto da princesa quando o príncipe
chegou.

MESTRE: Quem é você?

PRÍNCIPE ENCANTADO: Eu sou o Príncipe Encantado. Papai Noel me mandou de presente para Branca de Neve. Mas porque vocês estão chorando?

MESTRE: Você chegou tarde, meu rapaz. Branca de Neve está morta. A Rainha Malvada a envenenou com uma maçã.

PRÍNCIPE ENCANTADO: Mas você não sabe que um beijo de príncipe cura qualquer doença de princesa?

MESTRE: É mesmo? Então fique a vontade e dê quantos beijos você quiser.

ESPELHO MÁGICO: O príncipe encantado, ao ver a belíssima Branca de Neve deitada no seu leito aproximou-se dela e deu-lhe um beijo de amor. Este beijo quebrou o feitiço e a princesa despertou. A alegria dos anõezinhos foi enorme.
A sua boa amiguinha estava viva. O príncipe pediu a Branca de Neve que casasse com ele. Assim, e depois de se despedir dos seus pequenos amigos, o feliz casal encaminhou-se para o palácio do príncipe.
E eles se casaram e foram felizes mesmo depois de branca de Neve ficar gorda e enrugada e o príncipe ficar barrigudo e careca e soltar pum embaixo do cobertor. Esta é a história que os livros não contaram sobre Branca de Neve.

Colaborador: Rose Pavinato

 

 
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