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Não duvide, Deus é onisciente PDF Imprimir E-mail

Pr.  João da Cruz Parente
 

ONISCIÊNCIA:  Termo teológico que se refere ao conhecimento e sabedoria infinitos de Deus – sua capacidade de conhecer todas as coisas. Deus é o Senhor que conhece os nossos pensamentos de longe. Ele conhece todos os nossos caminhos e sabe o que vamos dizer antes mesmo que as palavras cheguem à nossa boca (Sl 139.1-6, 13-16). Ele não precisa consultar ninguém para obter conhecimento e sabedoria (Is 40.13-14). Ele é o Senhor que tudo sabe e que profetiza os eventos do futuro, inclusive a morte e a ressurreição de seu filho (Isaías 53) e o retorno de Cristo no fim desta era, quando a morte será finalmente vencida (Rm 8. 18-39; 1 Co 15.51-57).

Só o Deus Onisciente e Onipotente pode garantir a plena libertação do pecado, da decadência e da morte. Ele pode iniciar o processo de transformação dos crentes ainda durante esta era, pois “onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade” (2 Co 3.17). (dib)

ONISCIÊNCIA: Essa palavra vem do latim, omnis, “toda” e scire, “saber”, isto é, aquela qualidade da natureza de Deus que garante que Ele sabe todas as coisas. A onisciência é um dos principais atributos de Deus. A mente divina é o depósito do conhecimento, e no conhecimento de Deus não há falhas, nem fraquezas e nem limitações. (ati)

 

DEUS É ONISCIENTE:  Ele sabe todas as coisas

SENHOR, tu me sondas e me conheces.
Sabes quando me sento e quando me levanto; de longe percebes os meus pensamentos.
Sabes muito bem quando trabalho e quando descanso; todos os meus caminhos são bem conhecidos por ti.
Antes mesmo que a palavra me chegue à língua, tu já a conheces inteiramente, SENHOR.
Tu me cercas, por trás e pela frente, e pões a tua mão sobre mim.
Tal conhecimento é maravilhoso demais e está além do meu alcance; é tão elevado que não o posso atingir.

Salmos 139. 1-4 (benvi)   

Este salmo é a oração de uma pessoa que invoca a Deus, declarando-se inocente de todas as acusações. Com esse propósito em mente, ele medita sobre o caráter de Deus, explorando a sabedoria de Deus, a sua onisciência e a sua grandeza como o Criador.

(beg)

Deus, tu me conheces perfeitamente, de modo muito além do conhecimento que tenho de mim mesmo: todas as minhas ações (v.2ª), todos os meus empreendimentos (v.3ª) e minha maneira de lidar com tudo isso (v.3b), até mesmo os meus pensamentos antes de eu os ter conscientemente na cabeça (v.2b), e as minhas palavras antes de serem pronunciadas (v.4). (benvi)

 

É IMPOSSÍVEL MEDIR O ENTENDIMENTO DE DEUS

Ele determina o número de estrelas e chama cada uma pelo nome.

Grande é o nosso Soberano e tremendo é o seu poder; é impossível medir o seu entendimento.

Salmos 147. 4, 5 (benvi)

Em Sua onisciência, o SENHOR sabe quantas estrelas existem e dá a cada uma delas um nome. Naturalmente, com os olhos desarmados, podemos ver somente cerca de cinco mil a seis mil estrelas, todas em nossa pequena esquina do universo, a Via Láctea. O salmista não fazia idéia dos bilhões de galáxias, com seus bilhões de estrelas, mas sem dúvida concebia as estrelas como inumeráveis, pelo que conhecer a todas elas pelo nome era algo que somente a mente divina poderia realizar.

O Senhor é grande em atos criativos e ilimitado em Seu conhecimento. Sua criação é infinita, e infinito é o Seu conhecimento.

“Como todas as coisas da criação e da providência são incontáveis e não podem ser sondadas pelos homens, assim também são a compreensão e o poder de Deus. Tais coisas não podem ser declaradas” (John Gill, in loc.). (ati)

 

O PRÉ-CONHECIMENTO DE DEUS SOBRE A MORTE DE JESUS

Israelitas, ouçam estas palavras: Jesus de Nazaré foi aprovado por Deus diante de vocês por meio de milagres, maravilhas e sinais que Deus fez entre vocês por intermédio dEle, como vocês mesmos sabem.   

Este homem lhes foi entregue por propósito determinado e pré-conhecimento de Deus; e vocês, com a ajuda de homens perversos, o mataram, pregando-o na cruz.

Atos 2. 22,23 (benvi)

O conhecimento prévio de Deus, por conseguinte, é uma “sabedoria” plena e perfeita. Todos os conselhos divinos estão alicerçados nesse tipo de “conhecimento”, que combina todos os elementos daquilo que os homens chamam de “passado”, “presente” e “futuro”. Assim sendo, o Senhor não somente prevê todos os passos que a realização de seu plano “possa” envolver, mas também determina quais passos ou meios “devem” ser envolvidos. (nti)

 

DEUS CONHECE OS CORAÇÕES

Então indicaram dois nomes: José, chamado Barsabás, também conhecido como Justo, e Matias.

Depois oraram: Senhor, Tu conheces o coração de todos. Mostra-nos qual destes dois tens escolhido.

Atos 1. 23, 24 (benvi)

A oração foi aqui dirigida a Deus por conhecer Ele aos “corações”, o que indica os propósitos secretos, as intenções, as disposições, o caráter íntimo e as potencialidades, que ficam todos ocultos ante a observação externa feita pelos homens. Outrossim, Deus conhece a capacidade e o destino especial de cada indivíduo, como também quais circunstâncias e acontecimentos devem fazer parte de sua experiência, a fim de conduzi-lo àquela fase da transformação espiritual que o torne semelhante a Cristo Jesus.

O fato dessa oração faz-nos lembrar que o N.T.,  como de resto a Bíblia inteira, assume a posição TEÍSTA acerca de Deus, em contraposição à idéia DEÍSTA. Em outras palavras, segundo a Bíblia, Deus não somente criou os homens, como também exerce interesse constante por eles e os orienta: de algum modo faz-se presente e controla todas as coisas. (Assim ensina o teísmo). Por outro lado o deísmo ensina que a despeito de existir um Deus ou deuses,  e que ele ou eles são os criadores, contudo, a criação desde o começo foi abandonada por Deus, pois ele não teria mais o menor interesse pelo destino de sua criação, motivo pelo qual não se pode atribuir a Deus influências boas ou más, mas que somente as leis naturais e a vontade humana é que podem ser tachadas de boas ou perversas. (nti)

 

NADA ESTÁ OCULTO AOS OLHOS DE DEUS

Nada, em toda a criação, está oculto aos olhos de Deus. Tudo está descoberto e exposto diante dos olhos daquele a quem havemos de prestar contas.

Hebreus 4. 13 (benvi)

A onisciência de Deus é aqui salientada. Ele sabe tudo, e fará justo e severo julgamento no caso de todos os seres, incluindo o homem. Sua onipotência também é frisada. Deus é suficientemente poderoso para fazer isso, e ninguém lhe pode resistir. Mediante pensamentos assim, muito comuns na teologia judaica, o autor sagrado fortalece seus avisos contra o afastamento para longe de Jesus Cristo, pois Ele é o padrão do juízo divino, o agente da vida e o Juiz supremo dos homens.
(nti)

Nada pode ser escondido de Deus. Ele sabe tudo sobre todos, em todos os lugares, e todas as coisas a nosso respeito estão patentes aos seus olhos, que a tudo vêem. Deus vê tudo o que fazemos e sabe tudo o que pensamos.  (beap)

 

DEUS CONHECE OS QUE ESTARÃO COM ELE

Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos eleitos de Deus, peregrinos dispersos no Ponto, na Galácia, na Capadócia, na província da Ásia e na Bitínia,  -  escolhidos de acordo com o pré-conhecimento de Deus Pai, pela obra santificadora do Espírito, para a obediência a Jesus Cristo e a aspersão do seu sangue: Graça e paz lhes sejam multiplicadas.

1 Pedro 1. 1,2 (benvi)

Esses cristãos haviam sido escolhidos “segundo a presciência de Deus Pai”. Nesse ponto Pedro reafirma uma perspectiva amplamente difundida pelo Novo Testamento: Deus tomou a iniciativa de escolher seres humanos para a salvação – uma iniciativa que se originou de sua presciência (“conhecer antecipadamente”, Rm 8.29; cf. 1 Pe 1.20; “presciência” At 2.23; 1 Pe 1.2). Em contraste com as limitações temporais dos sofrimentos da humanidade, a presciência de Deus nos lembra que Ele é atemporal, podendo portanto conhecer e escolher com antecedência os acontecimentos das épocas futuras.   (cbp)

 

 
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